Acesso ao Cisco IOS
Introduction to Networks (ITN) · Cisco CCNAv7
Navegação rápida
Sistemas Operacionais
Todos os dispositivos finais e de rede exigem um sistema operacional (SO). A parte do sistema operacional que interage diretamente com o hardware do computador é conhecida como kernel. A parte que tem interface com aplicações e o usuário é conhecida como shell. O usuário pode interagir com a shell por meio de uma CLI (Interface de linha de Comando) ou uma GUI (Interface Gráfica do Usuário).
[analyst@secOps ~]$ ls
Desktop Downloads lab.support.files second drive
[analyst@secOps ~]$ _
Ao usar uma CLI, o usuário interage diretamente com o sistema em um ambiente baseado em texto. A CLI requer pouca sobrecarga, mas exige conhecimento da estrutura de comandos.
GUI (Interface Gráfica do Usuário)
Uma GUI como Windows, macOS, Linux KDE, Apple iOS ou Android permite que o usuário interaja com o sistema usando um ambiente de ícones gráficos, menus e janelas. A GUI é mais fácil de usar e requer menos conhecimento da estrutura de comando subjacente. Por esse motivo, a maioria dos usuários depende de ambientes da GUI.
Windows
macOS
Linux KDE
Android
iOS
Os dispositivos de rede geralmente são acessados por meio de uma CLI. A CLI consome menos recursos e é muito estável, em comparação com uma GUI. A família de sistemas operacionais de rede usados em muitos dispositivos Cisco é denominada Cisco Internetwork Operating System (IOS). Outros sistemas operacionais Cisco incluem IOS XE, IOS XR e NX-OS.
Objetivo de um SO
Os sistemas operacionais de rede são semelhantes a um sistema operacional de PCs. Por meio de uma GUI, um sistema operacional de PC permite que o usuário faça o seguinte:
- Utilizar um mouse para fazer seleções e executar programas
- Inserir texto e comandos baseados em texto
- Exibir a saída em um monitor
Um sistema operacional de rede baseado em CLI (Cisco IOS) permite que um técnico de rede faça o seguinte:
- Usar um teclado para executar programas de rede baseados na CLI
- Inserir texto e comandos baseados em texto
- Exibir a saída em um monitor
Os dispositivos de rede Cisco executam determinadas versões do Cisco IOS. A versão do IOS depende do tipo de dispositivo usado e dos recursos necessários.
| Software/Firmware | Release Date | DRAM/FLASH | Arquivo |
|---|---|---|---|
| LAN BASE | 09-Oct-2017 | 64/32 | c2960-lanbasek9-mz.122-55.SE12.bin |
| LAN BASE WITH WEB BASED DEV MGR | 09-Oct-2017 | 64/32 | c2960-lanbasek9-tar.122-55.SE12.tar |
Métodos de Acesso
Um switch encaminhará o tráfego por padrão e não precisa ser explicitamente configurado para operar. Independentemente do comportamento padrão, todos os switches devem ser configurados e protegidos.
| Método | Descrição |
|---|---|
| Console | Porta de gerenciamento físico que fornece acesso fora de banda. O dispositivo fica acessível mesmo sem serviços de rede configurados. Necessário cabo de console especial e software de emulação de terminal. |
| Secure Shell (SSH) | Método recomendado e dentro da banda para estabelecer conexão CLI segura e criptografada através de uma rede. Requer serviços de rede ativos e interface com endereço IP. |
| Telnet | Método inseguro em banda. Não fornece criptografia; senhas e comandos são enviados em texto plano. Melhor prática: usar SSH em vez de Telnet. Usar apenas em laboratório. |
Programas de Emulação de Terminal
Existem vários programas de emulação de terminal que você pode usar para conectar-se a um dispositivo de rede por uma conexão serial por uma porta do console ou por uma conexão SSH/Telnet. Esses programas permitem que você aumente sua produtividade ajustando tamanhos de janela, alterando tamanhos de fontes e alterando esquemas de cores.
PuTTY
PuTTY Configuration
Host Name: ______
Port: 22
Connection type: SSH
Saved Sessions: Default
Tera Term
COM3 - Tera Term VT
TCP/IP · Host: ____
TCP port#: 22
SSH version: SSH2
Serial · Port: COM3
SecureCRT
Session Manager
Protocol: SSH2
Authentication:
PublicKey · Password · GSSAPI
Open in a tab
| Emulador | Protocolos Suportados | Características |
|---|---|---|
| PuTTY | SSH, Telnet, Rlogin, Serial | Leve, portátil, configuração de sessões, suporte a chaves públicas |
| Tera Term | SSH2, Telnet, Serial | Macros, script em TTL, emulação VT100/VT382 |
| SecureCRT | SSH2, Telnet, Serial, RDP | Gerenciamento de sessões, autenticação multifator, scripts Python/VBS |
Dica: Esses emuladores permitem ajustar tamanhos de janela, fontes, esquemas de cores e salvar sessões para acesso rápido a roteadores e switches Cisco.
Verifique seu aprendizado
Qual é o método de acesso mais seguro e recomendado para estabelecer uma conexão CLI remota a um dispositivo de rede Cisco, considerando boas práticas de segurança?
2.2.1 Modos de Comando Primários
Como recurso de segurança, o software Cisco IOS separa o acesso de gerenciamento nestes dois modos de comando:
-
Modo EXEC de usuário - Este modo possui recursos limitados, mas é útil para operações básicas. Ele permite
apenas um número limitado de comandos de monitoramento básicos, mas não permite a execução de nenhum comando que possa alterar a
configuração do dispositivo. O modo EXEC usuário é identificado pelo prompt da CLI que termina com o símbolo
>. -
Modo EXEC privilegiado - Para executar comandos de configuração, um administrador de rede deve acessar o modo
EXEC privilegiado. Modos de configuração mais altos, como o modo de configuração global, só podem ser acessados do modo EXEC
privilegiado. O modo EXEC privilegiado pode ser identificado pelo prompt que termina com o
#símbolo.
| Modo de Comando | Descrição | Prompt Padrão |
|---|---|---|
| Modo EXEC usuário | • Acesso limitado a comandos básicos de monitoramento • Modo "view-only" |
Switch> Router> |
| Modo EXEC privilegiado | • Acesso a todos os comandos e recursos • Configuração e gerenciamento |
Switch# Router# |
2.2.2 Modo de configuração e modos de subconfiguração
Para configurar o dispositivo, o usuário deve entrar no modo de configuração global, geralmente chamado de modo de configuração global.
No modo de config global, são feitas alterações na configuração via CLI que afetam o funcionamento do dispositivo como um todo. O
modo de configuração global é identificado por um prompt que termina com
(config)# após o nome do dispositivo, como Switch(config)#.
Esse modo é acessado antes de outros modos de configuração específicos. No modo de configuração global, o usuário pode inserir diferentes modos de subconfiguração. Cada um desses modos permite a configuração de uma parte particular ou função do dispositivo IOS. Dois modos comuns de subconfiguração incluem:
-
Modo de configuração de linha - Usado para configurar o acesso ao console, SSH, Telnet ou AUX. Prompt:
Switch(config-line)# -
Modo de configuração da interface - Usado para configurar uma porta de switch ou interface de rede do roteador.
Prompt:
Switch(config-if)#
2.2.3 Comandos de navegação
| Comando | Função | Exemplo |
|---|---|---|
enable |
Do modo EXEC usuário para o modo EXEC privilegiado | Switch> enable → Switch# |
disable |
Do modo EXEC privilegiado para o modo EXEC usuário | Switch# disable → Switch> |
configure terminal |
Do modo EXEC privilegiado para o modo de configuração global | Switch# configure terminal → Switch(config)# |
exit |
Sai do modo atual e volta um nível na hierarquia | Switch(config)# exit → Switch# |
end ou Ctrl+Z |
Retorna diretamente ao modo EXEC privilegiado | Switch(config-if)# end → Switch# |
2.2.4 Navegar Entre os Modos do IOS
Vários comandos são usados para entrar e sair dos prompts de comando. Para passar do modo EXEC do usuário para o modo EXEC
privilegiado, use o comando enable. Use o comando disable do modo EXEC privilegiado para retornar ao
modo EXEC do usuário.
Para entrar e sair do modo de configuração global, use o comando configure terminal no modo EXEC privilegiado. Para
retornar ao modo EXEC privilegiado, digite o comando exit no modo de configuração global.
Existem muitos modos diferentes de subconfiguração. Por exemplo, para entrar no modo de subconfiguração de linha, use o comando
line seguido pelo tipo e número da linha de gerenciamento que deseja acessar.
Exemplo de navegação:
Switch(config)# line console 0
Switch(config-line)# exit
Switch(config)#
Para mover de qualquer modo de subconfiguração do modo de configuração global para o modo um passo acima na hierarquia de modos,
digite o comando exit.
Para passar de qualquer modo de subconfiguração para o modo EXEC privilegiado, insira o comando
end ou a combinação de teclas Ctrl+Z.
Switch(config-line)# end
Switch#
Você também pode mover diretamente de um modo de subconfiguração para outro. Observe como depois de selecionar uma interface, o
prompt de comando muda de (config-line)# para (config-if)#.
Switch(config-line)# interface FastEthernet 0/1
Switch(config-if)#
2.2.5 Comandos de teclas de atalho
| Tecla/Comando | Função |
|---|---|
Ctrl+Z |
Retorna do modo de subconfiguração para o modo EXEC privilegiado |
Ctrl+C |
Cancela o comando atual e sai do modo de configuração |
Tab |
Completa o comando parcialmente digitado |
? |
Exibe ajuda contextual e comandos disponíveis |
↑ / ↓ |
Navega pelo histórico de comandos |
2.2.6 Verifique sua compreensão - IOS Navigation
Quando estiver aprendendo a modificar as configurações do dispositivo, convém começar em um ambiente seguro e que não seja de produção antes de experimentá-lo em equipamentos reais. O NetACAD oferece diferentes ferramentas de simulação para ajudar a desenvolver suas habilidades de configuração e solução de problemas. Como estas são ferramentas de simulação, elas geralmente não têm toda a funcionalidade de equipamentos reais. Uma dessas ferramentas é o Verificador de Sintaxe. Em cada Verificador de Sintaxe, você recebe um conjunto de instruções para inserir um conjunto específico de comandos. Você não pode progredir no Verificador de Sintaxe a menos que o comando exato e completo seja inserido conforme especificado. Ferramentas de simulação mais avançadas, como o Packet Tracer, permitem que você insira comandos abreviados, assim como faria em equipamentos reais.
Pergunta: Qual comando deve ser usado para sair do modo de configuração de linha e retornar ao modo de configuração global?
2.2.7 Verificador de sintaxe - Navegar entre modos IOS
Use a atividade Verificador de sintaxe para navegar entre as linhas de comando do IOS em um switch.
Atividade 1 - Navegação básica entre modos
Instruções: Digite os comandos para progredir
Switch> enable
Switch# Entre no modo de configuração global
Switch# configure terminal
Switch(config)#
Saia do modo de configuração global e retorne ao modo EXEC privilegiado
Switch(config)# exit
Switch# Digite novamente o modo de configuração global
Switch# configure terminal
Switch(config)#
Atividade 2 - Acessando linha console
Instruções: Acesse e configure a linha console
Switch(config)# line console 0
Switch(config-line)# Retorne ao modo de configuração global usando exit
Switch(config-line)# exit
Switch(config)#
Atividade 3 - Configurando linhas VTY
Instruções: Configure as linhas VTY para acesso Telnet/SSH
Switch(config)# line vty 0 15
Switch(config-line)# Retorne ao modo de configuração global
Switch(config-line)# exit
Switch(config)#
Atividade 4 - Configurando interface VLAN
Instruções: Configure a interface de gerenciamento VLAN 1
Switch(config)# interface vlan 1
Switch(config-if)# Alterne para o modo de subconfiguração do console de linha
Switch(config-if)# line console 0
Switch(config-line)# Retorne ao modo EXEC privilegiado usando o comando end
Switch(config-line)# end
Switch#
Atividade 5 - Navegação completa entre todos os modos
Instruções: Pratique a navegação entre todos os modos disponíveis
Switch(config)# interface FastEthernet 0/1
Switch(config-if)#
Switch(config-if)# exit
Switch(config)#
Switch(config)# line console 0
Switch(config-line)#
Switch(config-line)# interface GigabitEthernet 0/1
Switch(config-if)#
Switch(config-if)# end
Switch#
enable- Do usuário para privilegiadoconfigure terminal- Do privilegiado para configuração globalline console 0- Acessa o modo de configuração da linha consoleline vty 0 15- Acessa o modo de configuração das linhas VTYinterface vlan 1- Acessa o modo de configuração da interface VLANinterface FastEthernet 0/1- Acessa o modo de configuração da interface físicaexit- Retorna ao modo anterior na hierarquiaendouCtrl+Z- Retorna diretamente ao modo EXEC privilegiado
2.3.1 Estrutura Básica de Comandos do IOS
Um administrador de rede deve conhecer a estrutura básica de comandos do IOS para poder usar a CLI para a configuração do dispositivo.
Um dispositivo Cisco IOS é compatível com muitos comandos. Cada comando do IOS possui um formato ou sintaxe específica e pode ser executado apenas no modo apropriado. A sintaxe geral de um comando é o comando seguido por quaisquer palavras-chave e argumentos apropriados.
Exemplo de sintaxe:
Switch> show ip protocols
Switch>showip protocolsSwitch> ping 192.168.10.5
Switch>ping192.168.10.5- Palavra-chave - Parâmetro específico definido no sistema operacional (ex:
ip protocols) -
Argumento - Não é predefinido; é um valor ou variável definido pelo usuário (ex:
192.168.10.5)
Após inserir cada comando completo, incluindo palavras-chave e argumentos, pressione a tecla Enter para enviar o comando ao intérprete de comando.
2.3.2 Verificação de sintaxe do comando IOS
Um comando pode exigir um ou mais argumentos. Para determinar as palavras-chave e os argumentos necessários para um comando, consulte a sintaxe de comando. A sintaxe fornece o padrão, ou formato, que deve ser usado ao inserir um comando.
| Convenção | Descrição | Exemplo |
|---|---|---|
| negrito | Comandos e palavras-chave que você digita literalmente | ping, show |
| itálico | Argumentos para os quais você fornece valores | ip-address |
[x] |
Colchetes indicam um elemento opcional | [timeout] |
{x} |
Chaves indicam um elemento necessário | {enable | disable} |
[x {y | z}] |
Elemento necessário dentro de um elemento opcional | [interface {GigabitEthernet | FastEthernet}] |
-
description string- O comandodescriptionseguido de um texto. Ex:description Connects to the main headquarter office switch ping ip-address- Ex:ping 10.10.10.5traceroute ip-address- Ex:traceroute 192.168.254.254
Dica: A Referência de Comandos do Cisco IOS é a fonte definitiva de informações para um determinado comando do IOS.
2.3.3 Recursos da Ajuda do IOS
O IOS tem duas formas de ajuda disponíveis: ajuda sensível ao contexto e verificação da sintaxe do comando.
Ajuda Contextual
Permite encontrar rapidamente respostas para:
- Quais comandos estão disponíveis em cada modo?
- Quais comandos começam com caracteres específicos?
- Quais argumentos estão disponíveis para comandos específicos?
Como acessar: Digite ? na CLI
Verificação de Sintaxe
Verifica se um comando válido foi inserido. Quando um comando é inserido, o interpretador:
- Se entende → executa a ação e retorna ao prompt
- Se não entende → fornece feedback do erro
Exemplo de ajuda contextual:
Switch> cl?
clear clock
Switch> clock ?
set Set the time and date
2.3.4 Teclas de Atalho e Comandos
A CLI do IOS fornece teclas de atalho e atalhos que facilitam a configuração, o monitoramento e a solução de problemas.
Os comandos e as palavras-chave podem ser abreviados para o número mínimo de caracteres que identifica uma
seleção exclusiva. Por exemplo, o comando configure pode ser reduzido para conf, porque
configure é o único comando que começa com conf. Uma versão ainda mais curta, con, não
funcionará porque mais de um comando começa com con.
Teclas de Edição da Linha de Comando
| Tecla/Atalho | Descrição |
|---|---|
| Tab | Completa um nome de comando parcialmente digitado |
| Backspace | Apaga o caractere à esquerda do cursor |
| Ctrl+D | Apaga o caractere no cursor |
| Ctrl+K | Apaga todos os caracteres do cursor até o final da linha |
| Esc D | Apaga caracteres do cursor até o final da palavra |
| Ctrl+U ou Ctrl+X | Apaga do cursor até o início da linha |
| Ctrl+W | Apaga a palavra à esquerda do cursor |
| Ctrl+A | Move o cursor para o início da linha |
| ← ou Ctrl+B | Move o cursor um caractere para a esquerda |
| Esc B | Move o cursor uma palavra para a esquerda |
| Esc F | Move o cursor uma palavra para a direita |
| → ou Ctrl+F | Move o cursor um caractere para a direita |
| Ctrl+E | Move para o final da linha de comando |
| ↑ ou Ctrl+P | Recupera comandos do histórico (mais recentes) |
| ↓ ou Ctrl+N | Vai para a próxima linha no histórico |
| Ctrl+R / Ctrl+I / Ctrl+L | Exibe novamente o prompt após mensagem do console |
Controle de Exibição de Saída (Prompt --More--)
Quando uma saída produz mais texto do que pode ser exibido, o IOS exibe o prompt --More--:
| Tecla | Descrição |
|---|---|
| Enter | Exibe a próxima linha |
| Barra de Espaço | Exibe a próxima tela |
| Qualquer outra tecla | Encerra a sequência de exibição, retornando ao modo EXEC privilegiado |
Teclas de Interrupção/Execução
| Tecla/Comando | Descrição |
|---|---|
| Ctrl+C | Finaliza o modo de configuração e retorna ao EXEC privilegiado |
| Ctrl+Z | Finaliza o modo de configuração e retorna ao EXEC privilegiado |
| Ctrl+Shift+6 | Aborta pesquisas de DNS, traceroutes, pings, etc. |
2.3.5 Verifique sua compreensão - Command Structure
Pergunta 1: Qual tecla de atalho completa um nome de comando parcialmente digitado no Cisco IOS?
Pergunta 2: O que o símbolo ? faz no Cisco IOS CLI?
2.3.6 Packet Tracer - Navegue no IOS
clock.
Packet Tracer - Navegue no IOS
Disponível na plataforma NetAcad
2.3.7 Laboratório - Navegue pelo IOS usando Tera Term para conectividade de console
Oportunidade de prática de habilidades
- Parte 1: Acessar um Switch Cisco por meio da porta do console serial
- Parte 2: Exibir e definir configurações básicas de dispositivos
- Parte 3: Acessar um roteador Cisco com um cabo de console mini-USB (opcional)
Opções disponíveis
-
Packet Tracer - Modo Físico (PTPM)
Navegue pelo IOS usando Tera Term para conectividade de console - Equipamento de laboratório
Utilize hardware real para prática
Simulação de conexão via Tera Term:
1. Abra o Tera Term
2. Selecione "Serial" e escolha a porta COM do console
3. Configure: Velocidade 9600, 8 bits de dados, 1 stop bit, sem paridade
4. Conecte-se ao switch/roteador
5. Comece a configurar!
2.4.1 Nomes de Dispositivo
O primeiro comando de configuração em qualquer dispositivo deve ser dar a ele um nome de dispositivo exclusivo ou nome de host. Por padrão, todos os dispositivos recebem um nome padrão de fábrica. Por exemplo, um switch Cisco IOS é "Switch".
O problema é que, se todos os switches em uma rede forem deixados com seus nomes padrão, seria difícil identificar um dispositivo específico. Por exemplo, como você saberia que está conectado ao dispositivo certo ao acessá-lo remotamente usando SSH? O nome do host fornece a confirmação de que você está conectado ao dispositivo correto.
Sw-Andar-1
Sw-Andar-2
Sw-Andar-3
Quando os dispositivos de rede são nomeados, eles são fáceis de identificar para fins de configuração.
Diretrizes de nomenclatura para hosts:
- Começar com uma letra
- Não conter espaços
- Terminar com uma letra ou dígito
- Usar somente letras, números e traços
- Ter menos de 64 caracteres
Configurando o nome do host:
Switch# configure terminal
Switch(config)# hostname Sw-Floor-1
Sw-Floor-1(config)#
no hostname no modo de
configuração global.
2.4.2 Configurar Senhas - Acesso EXEC do usuário
Para proteger o acesso ao modo EXEC do usuário, insira o modo de configuração do console de linha usando o
comando de configuração global line console 0. O zero é usado para representar a primeira interface de console (e a
única, na maioria dos casos).
Configurando senha do console:
Sw-Floor-1# configure terminal
Sw-Floor-1(config)# line console 0
Sw-Floor-1(config-line)# password cisco
Sw-Floor-1(config-line)# login
Sw-Floor-1(config-line)# end
Sw-Floor-1#
O acesso ao console agora exigirá uma senha antes de permitir o acesso ao modo EXEC do usuário.
2.4.3 Configurar Senhas - Acesso Privilegiado e VTY
Acesso EXEC Privilegiado
Para ter acesso de administrador a todos os comandos do IOS, incluindo a configuração de um dispositivo, você deve obter acesso privilegiado no modo EXEC. É o método de acesso mais importante porque fornece acesso completo ao dispositivo.
Para proteger o acesso EXEC privilegiado, use o comando de configuração global enable secret password.
Sw-Floor-1# configure terminal
Sw-Floor-1(config)# enable secret class
Sw-Floor-1(config)# exit
Sw-Floor-1#
Acesso VTY (Telnet/SSH)
As linhas de terminal virtual (VTY) permitem acesso remoto usando Telnet ou SSH ao dispositivo. Muitos switches Cisco são compatíveis com até 16 linhas VTY numeradas de 0 a 15.
Para proteger linhas VTY, entre no modo VTY de linha usando o comando de configuração global line vty 0 15.
Sw-Floor-1# configure terminal
Sw-Floor-1(config)# line vty 0 15
Sw-Floor-1(config-line)# password cisco
Sw-Floor-1(config-line)# login
Sw-Floor-1(config-line)# end
Sw-Floor-1#
2.4.4 Mensagens de Banner
Embora a exigência de senhas seja uma maneira de manter pessoal não autorizado fora da rede, é vital fornecer um método para declarar que apenas pessoal autorizado deve tentar acessar o dispositivo. Para fazê-lo, adicione um banner à saída do dispositivo.
Para criar uma mensagem de banner do dia em um dispositivo de rede, use o comando de configuração global
banner motd #mensagem do dia#. O "#" na sintaxe do comando é denominado caractere de delimitação.
Ele é inserido antes e depois da mensagem. O caractere de delimitação pode ser qualquer caractere, contanto que ele não ocorra na
mensagem. Por esse motivo, símbolos como "#" são usados com frequência.
Configurando um banner:
Sw-Floor-1# configure terminal
Sw-Floor-1(config)# banner motd #Authorized Access Only#
Após a execução do comando, o banner será exibido em todas as tentativas seguintes de acessar o dispositivo até o banner ser removido.
2.4.5 Criptografar Senhas
Por padrão, as senhas configuradas como password cisco aparecem em texto simples no arquivo de configuração. Para
criptografar todas as senhas em texto simples, use o comando de configuração global service password-encryption.
Sw-Floor-1(config)# service password-encryption
service password-encryption aplica criptografia do tipo 7 (fraca) a todas as
senhas. Para maior segurança, sempre use enable secret em vez de enable password, pois o primeiro usa
criptografia MD5 mais forte.
2.4.6 Verifique sua compreensão - Basic Device Configuration
Pergunta 1: Qual comando é usado para proteger o acesso ao modo EXEC privilegiado?
Pergunta 2: Qual comando criptografa todas as senhas em texto simples?
2.4.7 Verificador de sintaxe - Configuração básica do dispositivo
Acesso de gerenciamento seguro a um switch.
- Atribuir um nome de dispositivo
- Acesso seguro ao modo EXEC do usuário
- Acesso seguro ao modo EXEC privilegiado
- Acesso VTY seguro
- Criptografar todas as senhas em texto simples
- Exibir um banner de login
Passo 1: Atribuir um nome de dispositivo
Switch# configure terminal
Switch(config)# hostname Sw-Floor-1
Sw-Floor-1(config)#
Passo 2: Acesso seguro ao modo EXEC do usuário
Sw-Floor-1(config)# line console 0
Sw-Floor-1(config-line)# password cisco
Sw-Floor-1(config-line)# login
Sw-Floor-1(config-line)# exit
Passo 3: Acesso seguro ao modo EXEC privilegiado
Sw-Floor-1(config)# enable secret class
Passo 4: Acesso VTY seguro
Sw-Floor-1(config)# line vty 0 15
Sw-Floor-1(config-line)# password cisco
Sw-Floor-1(config-line)# login
Sw-Floor-1(config-line)# exit
Passo 5: Criptografar todas as senhas em texto simples
Sw-Floor-1(config)# service password-encryption
Passo 6: Criar banner de login
Crie uma mensagem de banner usando o símbolo "#" como delimitador. O banner deve exibir exatamente: Apenas acesso autorizado
Sw-Floor-1(config)# banner motd # Apenas acesso autorizado #
Switch# configure terminal
Switch(config)# hostname Sw-Floor-1
Sw-Floor-1(config)# line console 0
Sw-Floor-1(config-line)# password cisco
Sw-Floor-1(config-line)# login
Sw-Floor-1(config-line)# exit
Sw-Floor-1(config)# enable secret class
Sw-Floor-1(config)# line vty 0 15
Sw-Floor-1(config-line)# password cisco
Sw-Floor-1(config-line)# login
Sw-Floor-1(config-line)# exit
Sw-Floor-1(config)# service password-encryption
Sw-Floor-1(config)# banner motd # Apenas acesso autorizado #
// Você concluiu com êxito os requisitos básicos para acessar e proteger um dispositivo.
2.5.1 Arquivos de configuração
Agora você sabe como executar a configuração básica em um switch, incluindo senhas e mensagens de banner. Este tópico mostrará como salvar suas configurações.
Há dois arquivos de sistema que armazenam a configuração do dispositivo:
startup-config
Este é o arquivo de configuração salvo armazenado na NVRAM. Ele contém todos os comandos que serão usados pelo dispositivo na inicialização ou reinicialização. A NVRAM não perde seu conteúdo quando o dispositivo está desligado.
Armazenamento: NVRAM (não volátil)
running-config
Armazenado na memória de acesso aleatório (RAM). Ele reflete a configuração atual. A modificação de uma configuração ativa afeta o funcionamento de um dispositivo Cisco imediatamente. A RAM é uma memória volátil. Ela perde todo o seu conteúdo quando o dispositivo é desligado ou reiniciado.
Armazenamento: RAM (volátil)
Visualizando as configurações
Para visualizar a configuração em execução:
Sw-Floor-1# show running-config
Building configuration...
Current configuration : 1351 bytes
!
! Last configuration change at 00:01:20 UTC Mon Mar 1 1993
!
version 15.0
no service pad
service timestamps debug datetime msec
service timestamps log datetime msec
service password-encryption
!
hostname Sw-Floor-1
(output omitted)
Para visualizar a configuração de inicialização:
Sw-Floor-1# show startup-config
2.5.2 Salvando configurações
Para salvar as alterações feitas na configuração em execução no arquivo de configuração de inicialização, use o comando do modo
EXEC privilegiado copy running-config startup-config.
Comando para salvar a configuração:
Sw-Floor-1# copy running-config startup-config
Destination filename [startup-config]?
[Enter]
Building configuration...
[OK]
running-config
(RAM - volátil)
copy running-config startup-config
startup-config
(NVRAM - persistente)
2.5.3 Capturar a configuração em um arquivo texto
Os arquivos de configuração também podem ser salvos e arquivados em um documento de texto. Essa sequência de etapas assegura que uma cópia funcional do arquivo de configuração esteja disponível para edição ou reutilização posterior.
Por exemplo, suponha que um switch tenha sido configurado e a configuração em execução tenha sido salva no dispositivo.
Passo a passo para capturar a configuração usando PuTTY
Passo 1: Abrir software de emulação de terminal
Abra o software de emulação de terminal, como PuTTY ou Tera Term, que já está conectado a um switch.
PuTTY / Tera Term → Switch via Console
Passo 2: Habilitar o log no software do terminal
Habilite o log no software do terminal e atribua um nome e um local para salvar o arquivo de log. A figura abaixo mostra que All session output será capturado no arquivo especificado (por exemplo, MySwitchLogs).
Configuração PuTTY - Logging:
- Session → Logging
- Opção: All session output
- Log file name: MySwitchLogs
Log file: MySwitchLogs.txt
(pode conter &Y, &M, &D para data, &T para hora, &H para nome do host)
Passo 3: Executar o comando show running-config
Execute o comando show running-config ou show startup-config no prompt EXEC privilegiado. O texto
exibido na janela do terminal será inserido no arquivo escolhido.
Sw-Floor-1# show running-config
Building configuration...
(output omitted)
Passo 4: Desativar o log no software de terminal
Desative o log no software de terminal escolhendo a opção de log de sessão None.
Opção: None
Desativa o logging
Restaurando uma configuração salva
Para restaurar um arquivo de configuração em um dispositivo:
Etapa 1. Entre no modo de configuração global do dispositivo.
Etapa 2. Copie e cole o arquivo de texto na janela do terminal conectado ao switch.
- Host Name: Endereço IP do dispositivo
- Port: 22 (SSH) ou 23 (Telnet)
- Connection type: SSH, Telnet ou Serial
- Saved Sessions: Salvar configurações de conexão
- Load/Save/Delete: Gerenciar sessões salvas
- Close window on exit: Sempre/Nunca/Apenas em clean exit
2.5.4 Verifique sua compreensão - Save Configurations
Pergunta 1: Qual comando é usado para salvar a configuração em execução na configuração de inicialização?
Pergunta 2: Onde a configuração running-config é armazenada?
Pergunta 3: O que acontece com a running-config se o switch for desligado sem salvar?
2.6.1 Endereços IP
Parabéns, você executou uma configuração básica do dispositivo! Claro, a diversão ainda não acabou. Se você quiser que seus dispositivos finais se comuniquem entre si, você deve garantir que cada um deles tenha um endereço IP apropriado e esteja conectado corretamente. Você aprenderá sobre endereços IP, portas de dispositivo e a mídia usada para conectar dispositivos neste tópico.
Exemplos de dispositivos finais:
Computadores
Impressoras de rede
Telefones VoIP
Câmeras de segurança
Estrutura do Endereço IPv4
A estrutura de um endereço IPv4 é chamada notação decimal com ponto e é representada por quatro números decimais entre 0 e 255. Os endereços IPv4 são atribuídos individualmente a dispositivos conectados a uma rede.
Exemplo de endereço IPv4:
192.168.1.10
Com o endereço IPv4, uma máscara de sub-rede também é necessária. Uma máscara de sub-rede IPv4 é um valor de 32 bits que diferencia a parte da rede do endereço da parte do host.
Máscara de sub-rede: 255.255.255.0
Gateway padrão: 192.168.1.1
Configuração IPv4 no Windows
Propriedades do Protocolo de Internet Versão 4 (TCP/IPv4):
IP address: 192.168.1.10
Subnet mask: 255.255.255.0
Default gateway: 192.168.1.1
O endereço de gateway padrão é o endereço IP do roteador que o host usará para acessar redes remotas, incluindo a Internet.
Endereços IPv6
Os endereços IPv6 têm 128 bits e são escritos como uma sequência de valores hexadecimais. A cada quatro bits é representado por um único dígito hexadecimal; para um total de 32 valores hexadecimais. Grupos de quatro dígitos hexadecimais são separados por dois pontos (:). Os endereços IPv6 não diferenciam maiúsculas e minúsculas e podem ser escritos tanto em minúsculas como em maiúsculas.
Exemplo de endereço IPv6:
2001:db8:acad:10::10
Prefixo de sub-rede: 64
Gateway padrão: fe80::1
2.6.2 Interfaces e Portas
As comunicações em rede dependem de interfaces do dispositivo de usuário final, interfaces do dispositivo de rede e cabos que as conectam. Cada interface física tem especificações ou padrões que a definem. Um cabo conectado à interface deve ser projetado de acordo com os padrões físicos da interface.
Tipos de meios físicos de rede
Cobre
Cabos de par trançado (Ethernet)
Fibra óptica
Pulsos de luz, longa distância
Sem Fio
Ondas eletromagnéticas
- A distância pela qual o meio físico consegue carregar um sinal com êxito
- O ambiente no qual o meio físico deve ser instalado
- A quantidade e a velocidade de dados nas quais eles devem ser transmitidos
- O custo do meio físico e da instalação
Portas do Switch e Interfaces Virtuais
Cada link na Internet não exige apenas um tipo de mídia de rede específico, mas também requer uma tecnologia de rede específica. Por exemplo, Ethernet é a tecnologia de rede local (LAN) mais comum usada atualmente. As portas Ethernet são encontradas nos dispositivos de usuário final, dispositivos de switch e outros dispositivos de rede.
Switches Cisco IOS de Camada 2:
- Possuem portas físicas para se conectarem a dispositivos
- Essas portas NÃO são compatíveis com endereços IP da Camada 3
- Possuem interfaces virtuais de switch (SVIs) - Interface Virtual de Switch
- Uma SVI é criada no software (não existe hardware físico)
- A interface virtual permite gerenciar remotamente um switch usando IPv4 e IPv6
- Todo switch tem uma SVI na configuração padrão: a interface VLAN1
2.6.3 Verifique sua compreensão - Ports and Addresses
Pergunta 1: Qual é o formato de um endereço IPv4?
Pergunta 2: Para que serve a SVI (Interface Virtual de Switch) em um switch Camada 2?
Pergunta 3: Qual é o endereço do gateway padrão?
Pergunta 4: Quantos bits tem um endereço IPv6?
Pergunta 5: Um switch Camada 2 PRECISA de um endereço IP para funcionar?
2.7.1 Configuração Manual de Endereço IP para Dispositivos Finais
Assim como você precisa dos números de telefone dos seus amigos para enviar mensagens de texto ou ligar para eles, os dispositivos finais da sua rede precisam de um endereço IP para que eles possam se comunicar com outros dispositivos na sua rede. Neste tópico, você implementará a conectividade básica configurando o endereçamento IP em switches e PCs.
As informações de endereço IPv4 podem ser inseridas nos dispositivos finais manualmente ou automaticamente usando o DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol).
Passo a passo para configurar manualmente no Windows:
Caminho para configuração:
Control Panel > Network Sharing Center > Change adapter settings
1. Escolha o adaptador de rede
2. Clique com botão direito e selecione Properties
3. Selecione Internet Protocol Version 4 (TCP/IPv4)
4. Clique em Properties
Ethernet Properties
Internet Protocol Version 4 (TCP/IPv4)
Configuração manual de IPv4:
IP address: 192.168.1.10
Subnet mask: 255.255.255.0
Default gateway: 192.168.1.1
Preferred DNS server: (configuração opcional)
2.7.2 Configuração Automática de Endereço IP para Dispositivos Finais
Os dispositivos finais geralmente usam o DHCP para configuração automática de endereço IPv4. O DHCP é a tecnologia usada em quase todas as redes. A melhor maneira de entender por que o DHCP é tão popular é analisando o trabalho extra que seria necessário sem ele.
Com DHCP:
- Configuração automática
- Sem digitação manual de IPs
- Menor chance de erros
- Evita duplicação de endereços
Sem DHCP:
- Configuração manual em cada dispositivo
- Alto risco de erros
- Possibilidade de IPs duplicados
- Difícil gerenciamento em larga escala
Para configurar DHCP no Windows:
○ Obtain an IP address automatically
○ Obtain DNS server address automatically
www.cisco.com.
2.7.3 Verificador de sintaxe - Exibir configuração de IP no Windows
É possível exibir as definições de configuração de IP em um PC com Windows usando o comando ipconfig no prompt de
comando. A saída mostrará as informações de endereço IPv4, máscara de sub-rede e gateway recebidas do servidor DHCP.
Comando ipconfig
C:\> ipconfig
Windows IP Configuration
Ethernet adapter Local Area Connection:
Connection-specific DNS Suffix . : cisco.com
Link-local IPv6 Address . . . . . : fe80::b0ef:ca42:af2c:c6c7%16
IPv4 Address. . . . . . . . . . . : 192.168.1.10
Subnet Mask . . . . . . . . . . . : 255.255.255.0
Default Gateway . . . . . . . . . : 192.168.1.1
2.7.4 Configurar Interface Virtual do Switch (SVI)
Para gerenciar o switch remotamente via rede, é necessário configurar um endereço IP na interface virtual do switch (SVI). A SVI padrão é a interface VLAN 1.
Comandos para configurar a SVI:
Switch> enable
Switch# configure terminal
Switch(config)# interface vlan 1
Switch(config-if)# ip address 192.168.1.20 255.255.255.0
Switch(config-if)# no shutdown
Switch(config-if)# end
2.7.5 Verificador de sintaxe - Configurar uma interface virtual do switch
Passo 1: Entrar no modo de configuração da interface VLAN 1
Switch(config)# interface vlan 1
Switch(config-if)#
Passo 2: Configurar o endereço IPv4 e a máscara de sub-rede
Configure o endereço IPv4 como 192.168.1.20 e a máscara de sub-rede como 255.255.255.0.
Switch(config-if)# ip address 192.168.1.20 255.255.255.0
Switch> enable
Switch# configure terminal
Switch(config)# interface vlan 1
Switch(config-if)# ip address 192.168.1.20 255.255.255.0
Switch(config-if)# no shutdown
Switch(config-if)# exit
Switch(config)# exit
Switch# copy running-config startup-config
2.7.6 Verifique sua compreensão - Configure IP Addresses
Pergunta 1: Qual comando é usado para exibir a configuração de IP em um PC com Windows?
Pergunta 2: Qual tecnologia permite configuração automática de endereços IP em dispositivos finais?
Pergunta 3: Qual interface é configurada com IP para gerenciamento remoto de um switch?
Pergunta 4: O que significa a sigla SLAAC?
Pergunta 5: Qual é o comando para ativar uma interface no Cisco IOS?
🎯 Resumo: Acesso ao Cisco IOS
Você aprendeu como acessar, navegar e configurar dispositivos Cisco IOS. Agora, vamos consolidar tudo com analogias do dia a dia e casos de uso reais para fixar definitivamente o conteúdo!
| Conceito Técnico | 🎭 Analogia do Mundo Real | 💼 Caso de Uso Real |
|---|---|---|
| CLI vs GUI | CLI é como dirigir um carro manual (mais controle, exige prática). GUI é como dirigir automático (fácil, mas menos controle). | Administradores de data center usam CLI para scripts e automação. Técnicos de suporte usam GUI para diagnósticos rápidos. |
| Console, SSH e Telnet | Console = chave física do carro (acesso direto). SSH = controle remoto criptografado (seguro). Telnet = bilhete de papel (qualquer um pode ler). | Empresas de segurança exigem SSH em todos os acessos remotos. Telnet é proibido em ambientes bancários e governamentais. |
| Modos EXEC (usuário/privilegiado) | Usuário = passageiro do avião (só vê informações). Privilegiado = piloto (controla tudo). | Estagiários de rede têm acesso apenas ao modo usuário. Engenheiros seniores usam o modo privilegiado com senha secreta. |
| startup-config vs running-config | startup-config = receita de bolo salva na gaveta (permanente). running-config = receita que você está usando agora (some se a energia acabar). |
Antes de uma manutenção programada, técnicos salvam copy run start para não perderem as alterações após
reinicialização.
|
| SVI (interface VLAN 1) | É como o painel de controle do prédio - não é uma porta física, mas permite gerenciar o switch remotamente, como controlar luzes e câmeras sem sair da sala de segurança. | Escolas e empresas configuram a SVI para gerenciar switches de cada andar sem precisar ir até a sala dos equipamentos. |
| DHCP vs IP Manual | DHCP = estacionamento com manobrista (ele atribui a vaga). IP Manual = garagem marcada com seu nome (sempre o mesmo lugar). | Hotéis usam DHCP para hóspedes (rápido e prático). Servidores críticos usam IP fixo para acesso previsível. |
| Banner MOTD | Placa na entrada: "Área restrita - Câmeras 24h - Sujeito a ação legal". Protege juridicamente o proprietário. | Órgãos públicos e empresas exigem banner de aviso antes de qualquer acesso para respaldo legal em caso de invasão. |
🔐 Segurança em Camadas
Console + enable secret + VTY + service password-encryption + banner = proteção completa contra acessos não autorizados.
💾 Regra de Ouro
Toda configuração é temporária até você digitar: copy running-config startup-config
❓ Seu Melhor Amigo
O símbolo ? revela todos os comandos disponíveis - use SEMPRE que tiver dúvida na CLI!
No começo parece difícil, você precisa decorar os comandos (equilíbrio), cai algumas vezes (comandos errados), mas com prática vira automático e natural. Hoje você não pensa "vou virar o guidão 5 graus à esquerda" — você simplesmente vira. Na CLI é a mesma coisa: os comandos viram extensão dos seus dedos.
✅ Checklist - Você está pronto para a certificação CCNA se consegue:
- Acessar um switch via console usando PuTTY/Tera Term
- Navegar entre os modos: usuário → privilegiado → global → interface
-
Usar o
?e Tab para ajuda e autocompletar
- Configurar nome do switch, senhas e banner de segurança
-
Salvar a configuração com
copy running-config startup-config - Configurar IP na SVI (VLAN 1) para acesso remoto ao switch
💡 Dica de Ouro para a prova CCNA:
A questão quase CERTA vai pedir o comando para salvar configuração:
copy running-config startup-config ou para proteger acesso remoto:
line vty 0 15 + password +
login.